segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Vaca Amarela 2º dia

Terceira atualização

2° DIA DE GOIÂNIA E DE VACA...

No segundo dia de festival Vaca Amarela o Felipe chegou e nós tivemos que trocar de quarto para um maior no 3° andar. Foi legal ter a banda toda reunida, e só a banda reunida. Não que não sentimos falta de amigos por perto pra viajar e festejar junto, mas é bom só nós quatro pra conversar sobre musica e coisas que interessam apenas a banda. Provavelmente isso nunca aconteceu antes numa viagem.


Fiorelo, Neila e Felipe (após o almoço de sábado)

Todos passaram o sábado dormindo, eu fui andar e quase fui na festa do tal Lucas. Nos arrumamos e fomos pegar a van que ia levar agente pro evento. No elevador sempre encontramos pessoas interessantes nesse dia encontramos os caras de uma banda Argentina que tocaria no dia também (e pegaria à mesma van). Tentamos conversar no elevador todo apertado de gente e instrumentos, mas não rolou. Muito difícil, língua enrolada do caralho, todos concordamos que não íamos conseguir conversar daí demos algumas risadas e seguimos calados no elevador. Também encontrei o Lanny Gordin sendo assediado por uma banda no elevador, ele pouco ou nada dava de atenção aos caras. Achei engraçado, não achei arrogante. Os caras estavam enchendo o saco do guitarrista herói. Enfim, na van que nos levaria até o festival, encontramos os caras da banda Argentina e umas meninas da imprensa de algum lugar, de novo tentamos conversar com os argentinos mais a única coisa que entrou em consenso nessa conversa difícil foi: “cigarro e pilhas”. Que nós e eles estávamos precisando e o pessoal super gentil da organização conseguiu pra gente em cima da hora.




Já no Martin Cererê fomos quase que direto para o palco. Só deu tempo de ver uma banda ruim pra cacete a tal de “descuido zero” tocando cover de Legião Urbana, Raimundos e por ai vai (ficando cada vez pior, acredite...) um grande lixo o show dos caras, nem tocaram bem nem tocaram repertório próprio, o fundo do poço não era suficiente pra eles. Subimos no mesmo palco dessa banda pra passar o som e logo percebemos que íamos tocar para pouca gente. Não importava mais, as horas de sofrimento no ônibus tinham que ser justificadas de alguma forma. Pelo menos ganhamos fichas de cerveja pra beber durante o show. O som estava muito bom, perfeito! Arrisco dizer que foi o melhor som que já toquei. Começamos a tocar “Nem tudo que vem de você é barulho” mesmo não tendo ninguém, tocamos essa música só pra gente mesmo, daí foram chegando algumas pessoas e daí até o final do show já se podia perder as contas de quantas pessoas estavam nós assistindo e de algumas palmas entusiasmadas (estava escuro).

Percebi uma confiança nova na banda durante o show. Acho que essas poucas apresentações que estamos fazendo fora de casa nos deram uma maturidade que seria impossível conquistar tocando apenas em Porto Velho, no final da apresentação eu senti uma sensação de dever mais que comprido comigo com Neila, Gabriel e Felipe. Foi o melhor show que fizemos até hoje na minha opinião. Apesar de pouca gente ter presenciado esse grande feito, as quatro únicas e mais importantes pessoas que tínhamos que convencer do que somos capazes de fazer e superar estavam lá. Bom, no final quando eu toco as musicas no baixo distorcido recebi um super elogio do guitarrista da Goldfish: “Esse baixo tem um som do capeta!!” . Afagos no ego à parte, a noite de sábado começou super bem com agente “ganhando” agora era só aproveitar o resto até a ultima ponta (de cone pizza)!




Depois de tocar me deu fome pela primeira vez em toda a viagem. Eu Neila e Felipe fomos comer o glorioso cone pizza, mas na hora preferi o yakisoba que estava baratinho e parecia estar mais gostoso. (não sei onde o Gabriel estava essa hora). Enquanto devorávamos depressa a janta discutimos os rumos da banda, o show que acabamos de fazer e coisas que queremos acrescentar ou não na banda. Ou seja, estávamos dando uma respirada para depois como diz aquela música do Cérebro Eletrônico: “Eu vou me atirar na orgia! Eu vou me jogar, me jogar, me jogar!”.




Parte externa do Martin Cerere (7º Vaca Amarela)


Fomos então ver as bandas do sábado, a primeira que assistimos no mesmo palco em que tocamos pouco antes foi a Toró de Palpite. Banda super original com ótimos músicos e uma bela vocalista. Eles fazem um som super misturado e cheio de quebradas e contratempos. É de dar nó no cérebro os arranjos que eles realizam nas músicas. Uma coisa legal é que o suposto guitarrista não usa guitarra, apesar de que se você não esta vendo a banda você não acredita. O cara usa um violão elétrico naquele estilo “mpvc” que o lobão fala. Só tem a armação de plástico preto e os captadores. Mas ele faz tudo o que uma guitarra faz e muita mais já que ele usa pedais de efeitos e distorção normalmente. Não lembro como conseguimos o cd dessa banda, mas ganhamos dois. Uma coisa legal de viajar para esses festivais é os cd’s que ganhamos das bandas e nesse batemos o recorde!



Depois de assistir a Toró o festival ganhou um outro clima e nada podia superar em originalidade essa banda. Isso era o que achávamos. Fomos assistir o show seguinte da Terra Celta. E tudo o que eu posso dizer é que o show foi genial, o melhor de todo o festival e estávamos enganados, a terra Celta conseguiu ser mais a original da noite. A banda toca músicas naquele estilo típico de paises “nórdicos” europeus com visual Frodo Bolseiro, com direito a gaita escocesa, violinos, bandolins e letras que falam do quanto à cerveja é uma maravilha. Quase todas as letras das musicas falam de beber. A banda é carismática e o vocalista ensina todos a cantarem e interagirem com os ótimos refrões da banda. Ele canta: “In heaven there’s no beer!” e o publico responde indiguinado: “No beer????!!” fantástico! Quando eu não podia prever mais interação com o publico na hora do bis (o primeiro do festival) alguns integrantes tocando gaita escocesa e violino foram tocar no meio do publico promovendo uma grande ciranda e depois um “trenzinho”. Nunca vi isso num show. Nada mais rock’n roll!!



Com a noite ganhando de goleada fomos tentar encontrar o Gabriel que encontramos conversando com os caras da Goldfish no backstage. Acabamos entrando na conversa com os caras também e viramos amigos depois tomando várias cervejas “em latão” do lado de fora do evento. 3 reais a skol em latão de 500 ml. Bebemos muitas enquanto conversávamos e perdíamos shows de várias bandas. Quando voltamos para a festa vimos o Thunderbird! Poxa, legal, vamos conversar com ele. Super simpático falou sobre a sua banda e outras coisas que não lembro. A banda a Devotos de Nossa Senhora de .... enfim, tocou no festival, mas eu não assisti. Uma pena, disseram que foi massa. Conversa vai e vem, agente tava esperando mesmo o show do grande Lanny Gordin. Que seria o filé mion da noite. Incrível que apesar dele ser muito tímido e ficar quase todo o tempo num mundo só dele, discreto e da banda de apoio dele ser fantástica e ter muita presença de palco o Lanny não perde o brilho nem o foco da apresentação em momento algum. Enfim foi uma aula do Lanny para uma platéia que reuniu quase 100% das bandas que estavam no festival. O Lanny todos esperavam a maravilha de show que foi, já a Forgoten Boys hum... fez um show de rock e nada mais. Nada de surpreendente e empolgante e nada que a Rollins Band não fez com muito mais energia, bom humor, diversão e estilo. Show chatinho com pinta de que parecia já estar ganho. O Felipe se decepcionou mais que eu. Depois pensando melhor é foda fazer um bom show e surpreendente depois de uma noite tão cheia de bandas boas como o próprio Lanny ou a Terra Celta. Não posso dar muitos detalhes sobre o encerramento do festival porque fui embora inconsciente.



Gabriel “A procura do sorriso perfeito”


Entre prós e contras o festival foi bem mais divertido que o calango, não foi tão organizado quanto o Calango. É engraçado mais o festival foi bem mais com que agente ta acostumado. Talvez por isso agente estava mais a vontade e confiante. A impressão final é de que festivais são para conhecer gente talvez amigos e ver o esforço de todo o pessoal envolvido nesses eventos e perceber que para algo dar certo é preciso muita dedicação e também viver situações que só rola num festival como pegar o elevador com o Lanny Gordin ou tomar café da manhã com o Wander Wildner ou ouvir o Daniel Beleza fazendo piadinha com a Mallu Magalhães na van, ou mesmo pensando num possível futuro dueto com repertório só do Raul Seixas o tal do Mallu com Beleza. Depois vem os deveres de um rock star como passar o dia na piscina do hotel, dar entrevistas, ganhar presentinhos da trama, autografar cd’s, ir a festinhas na área vip e também depois fazer um bom show.


Fiorelo Filho.

Vaca Amarela 1º dia

Segunda Atualização


FESTIVAL VACA AMARELA 1° DIA.
07/09/08 domingo na rodoviária.

Hoje é domingo não consegui escrever ontem, então escrevo aqui na rodoviária enquanto esperamos o ônibus de volta para casa e que sai daqui as 21:15 horas, agora são 17:30 horas...tenho muito tempo pra escrever...

Neila e Fiorelo na Rodoviária “A Volta”



O festival é bem menor que o Calango, mas o som estava melhor, acredito que seja por causa do local onde as bandas tocaram. Isso ficou comprovado, principalmente porque o local é fechado. Os dois palcos foram montados onde antes eram reservatórios de água (dizem que também funcionou como câmara de tortura durante a ditadura militar). Enfim vou começar a falar dos shows que é o que interessa. Começando do ultimo para os primeiros...
Não assistimos o Wander que fechou o festival. Estávamos muito cansados depois do show do Autoramas, que simplesmente foi genial! As pessoas idolatram a banda por aqui, não é difícil saber por que, a banda tem uma presença de palco inconfundível e sempre divertida, além disso a banda fez um show com grandes clássicos com energia total e uma baixista bem bonita que arrasa no baixo quase sempre “distorcidão”. Outras bandas que eu vi e que me chamaram muita atenção foram a Rollis Chamas que são estrelas locais. Energia punk ao vivo mais com doses de puro rock’n roll. Por sinal, show de despedida do guitarrista que ia se mudar pra algum lugar. A Goldfish Memories foi fantástica. Já havia procurado pela banda no youtube e ao vivo não decepcionaram. O vocal coloca a banda em outro nível no show. O baterista da banda ajudou a colocar nossa bebida pra dentro do evento e mais tarde, no sábado, bebemos umas cervejas com os caras e também ganhamos o cd deles. Na verdade trocamos cd’s da hey hey hey! com o da Goldfish. Enfim tivemos essa coragem!

Goldfish Memories


Como sempre aproveitamos para conhecer gente, beber muito e jogar muita conversa fora. Assim nós conhecemos grandes figuras e cruzamos com outras que já conhecíamos de outros lugares. Primeiro, o casal da fósforo que estavam sozinhos fazendo malabarismos no hotel e na van que levava e trazia as bandas pra lá e pra cá. São pessoas realmente legais, conversamos com os dois durante o primeiro dia do Vaca, eles ficaram curiosos com o tipo de som que fazemos, contaram um pouco sobre eles, tudo bem informal. Encontramos também o Astronauta Pingüim passeando pelo festival. Conhecemos ele no festival calango e por motivos que não vem ao caso explicar agora nós o chamamos de “pato branco”. Muito gentil com agente, nós o conhecemos melhor, ele nos mostrou a tatuagem “MOOG” que ele tem no braço e nos fez descobrir que ele não é o inútil que achávamos que ele era. Ele nos presenteou com seu cd o “super sexxxy sounds” , com encarte todo inspirado na cultura pop japonesa durante o café da manhã de sábado. Então descobrimos que nós vamos nos esbarrar de novo no acre durante o Varadouro onde ele vai tocar e também talvez em PVH no Casarão.


Neila, Astronauta Pinguim e Fiorelo



Conhecemos também um cara que não tinha nada haver com o festival ou música, o malabarista Lucas. Estávamos na fila da cerveja, comecei a conversar com ele por causa das claves que ele carregava na mochila, achei que eram “devil sticks”. Cara gente fina, de fato foi o cara que mais conversamos durante o primeiro dia de festival, até combinamos de ir para uma festinha no sábado mais não rolou porque obviamente estávamos muito cansados no sábado. Ele ligou e eu quase fui, mas tinha quer pegar ônibus e era longe daí preferi ir numa lan house perto do hotel, foi o Maximo que consegui andar.

No centro Lucas “O amigo punk”


O grande barato é que conhecemos gente bacana pra jogar conversa fora e o que não faltam são “figuras” no festival como os “cuecas em chamas” que são os fãs mais entusiasmados do Rollin Chamas e que assistem ao show da banda de cueca samba canção. Seria apenas ridículo se não fosse muito engraçado. Encontramos também uma figura legal que esperamos ver no casarão, o cone pizza ou pizza em cone, tanto faz. Uma delicia que também estava no Calango.
O festival tem muita gente legal mais o foda é que todo esse pessoal tem o costume de chegar muito tarde no evento, ruim pra bandas como a agente que vem do raio que o parta pra tocar por aqui e que por ter um horário “cedo” demais (tocamos as 20:00 hrs, sendo a quarta banda do sábado) acaba tocando pra 20 pessoas.
Já que comecei a escrever do fim para o começo do primeiro dia, lembrei da primeira coisa engraçada que aconteceu. Enquanto estávamos na van que nos levava do hotel para o festival (lembrei! Foi ai que encontramos o tal do Astronauta Pingüim), fomos ouvindo uma conversa muito engraçada do Daniel Beleza e outras pessoas fazendo piadinhas sobre a Malu Magalhães ser um fenômeno a ponto de tocar no Bananada depois do Ratos de Porão... logo depois a conversa desceu de nível chegando a questionamentos sobre a idade e a virgindade da menina. A Neila olhou pra mim e disse rindo: “é tudo inveja...”, é vero...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Festival Vaca Amarela

Observação:

Já que por inexperiência não postamos nada sobre o Festival Calango (Cuiabá) o melhor Festival do ano 2008, sentimos muito e não perderemos mais oportunidades de escrever sobre festivais, eventos, festas, etc.. por aqui.

Sobre o Festival:

http://coletivocatraia.blogspot.com/2008/08/rapidinhas-mas-nem-tanto-de-calango.html

















QUERIDO DIARIO...

A partir de hoje, de modo bem particular, vamos começar a postar aqui no blog um diário relatando os bons momentos que a banda esta passando pelos recentes festivais em que esta tocando. A idéia partiu de um caderninho que a Neila ganhou de presente do Thiago (namorado) para que ela pudesse escrever tudo que acontece nessas viagens da banda. De quebra vamos tirar a poeira desse blog que quase não estava sendo usado. Enfim, espero que postando o nosso queridíssimo diário possamos de alguma forma compartilhar esses nossos bons momentos com quem estiver lendo.



DIÁRIO DO VACA (1º Parte)
05.09.08 sexta-feira, no hotel.







Fiorelo “O início do diário”





Neste momento o Gabriel esta tirando umas fotos minhas como forma de registrar o momento em que começo a escrever. Chegamos a Goiânia + ou – as 10h00 horas da manhã de hoje (sexta-feira), todos nós estamos completamente “moídos” após uma viagem de ônibus de 36 horas. Não foi nada fácil. É um alivio chegar a Goiânia. Fomos muito bem recebidos pelo pessoal do fósforo cultural, o carinha se chama Caio, a menina que não lembro agora o nome. Rai talvez... Ficamos com a impressão de uma receptividade menos formal que em Cuiabá, o pessoal foi mais simpático e a conversa fluiu naturalmente. Desde que chegamos por aqui temos a mania de comparar tudo: hotel, comida, atendimento, a cidade... Enfim o Taiamã (hotel que ficamos em Cuiabá) ainda é o “the best”!
Aqui em Goiânia estamos muito bem hospedados no Augustus, “o hotel do Gabriel”. Bem no centro da cidade, no décimo andar e com uma vista bem legal da cidade. Agora à tarde andamos bastante para conhecer um pouco a cidade e comprar algumas besteiras como bebidas, alguns presentes para nós mesmos e para nossos respectivos amores que estão tão longe.




Neila e Fiorelo “Ás Compras”



Hoje serão apenas nós (eu Fio), Neila e o Gabriel no festival, que apesar de ser meio solitário em comparação a folia que foi o Calango, nos deixa bem mais próximo um do outro e nos dá liberdade de conversar mais bobagem. O Felipe chega amanhã não sei exatamente à hora. Hoje nós estamos por nossa conta, pagamos o hotel mais o almoço conseguimos descolar “free” graças à fome estampada na cara da Neila que deixou a menina do fósforo sensibilizada. Ela nos deu comandas para o almoço. A cidade é bem maior que Cuiabá, aparentemente. O clima apesar de ser bem mais agradável que em Cuiabá continua muito seco. Estamos no quarto esperando à hora de ir pro festival. Também estamos esperando as bebidas que compramos a tarde ficarem geladinhas. O quarto do hotel é bem legal, e a vista é melhor ainda durante a noite, pois a cidade fica toda iluminada. Ainda não cruzamos com nenhuma outra banda pelos corredores ou elevador do hotel como normalmente costuma acontecer, mas Neila acabou de me lembrar que no elevador cruzamos com uns carinhas que devem ser de alguma banda, pois estavam muitos “fantasiados” para não serem de uma banda de rock.



Piscina no Hotel 9º andar


ESPECTATIVAS:

(pausa para perguntar e comentar entre a gente...)... (10 segundos depois...)...
Neila: “a minha expectativa para o festival é que tenha a sala vip com cerveja”!

Todos concordam com a Neila que se isso acontecer o festival será muito mais divertido!

Obs: enquanto conversamos estamos ouvindo o cd da Macaco Bong.

Olhando o folheto do festival com a programação percebemos o grande numero de bandas da “casa” no evento. Muitas Bandas mesmo, o que é legal... Mas o passaporte para os dois dias do Vaca custa 30 “mangos”!! Credo, bem carinho... tomara que tenha a sala vip.

terça-feira, 13 de maio de 2008

FESTIVAL CASARÃO 2008

Multidão nos assistindo, estamos muito felizes pelo reconhecimento do publico, já que nos esforçamos muito para compartilhar ótimas músicas.
O FUNDO DO MUNDO (Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008).

blog do nosso amigo e produtor Luiz Antonio (o Cabeça).


Vou colocar um trecho da entrevista que ele fez comigo (Neila), que já faz um tempinho, e o link para quem quiser ler o restante e conhecer o blog do nosso amigo.



Eu, como fã de carteirinha e amigo dos caras posso ser suspeito para falar, mas a banda que mais se mostrou harmônica e conectada às mudanças na cena Rock Independente dessa cidade foi a Fabrica, atual Hey Hey Hey. Com o rock cru e barulhento do início, lá pelo primeiro semestre de 2006, conheci e admirei de prima o som e a cara da banda. Era perceptível que com uma cena voltada quase toda para o "Cover, maldito cover" a sonoridade era, forçadamente mas não sem qualidade, rápida, barulhenta e empolgante e lembrava muito as influências, que iam de Strokes a Franz Ferdinand até a um quarteto de cariocas metidos a Beatles. Assim nessa primeira fase a Fabrica, como um monte de bandas que surgiram no mesmo ano, começava a cativar um público e a cultivar a nova postura de bandas, apresentando muitas (e boas) músicas próprias e aprentações perfeitas. Vale resaltar que até o Festival Beradeiros de 2006 poucas eram as produções locais autorais e, de repente, explode esse monte de bandas inesperadas como Bichu du lodo, Fabrica, Miss Jane e Recato dando assim o potência que faltava para a cidade que carecia de bandas boas e variadas, cansada de ver a luta incessante de (uns poucos) músicos tentando fazer e divulgar seus trabalhos autorais.Para adiantar as novidades, eles estarão lançando um "disquin" com 4 músicas gravadas em janeiro, se apresentarão em dois Gritos do Rock e compõe um repertório novo.Entrevistei a atual, "nova, antiga", baixista da HEY HEY HEY falando um pouco sobre música e influências.
O Fundo do Mundo: Neila posso fazer uma entrevista com vc? como baixista da fabrica, pra colocar no meu blog?
Neila: Agora?
O Fundo do Mundo: Sim, só responde umas pergunta aí, sabe aquela velha coisa de sempre.
Neila: Vixi...tá.
O Fundo do Mundo: Qual é o nome da banda?
Neila: ahh, é a banda é hey hey heyO
Fundo do Mundo: Eu sei que vc já teve outras experiências com banda e já havia tocado na Fabrica há um tempão? e agora com a HEY HEY HEY, qual é a ligação com seu "passado"?
Neila: Hum.. peguei a primeira vez em um baixo na vida quando o Felipe me chamou pra tocar na"Fábrica", cheguei pro meu primo e pedi para ele me ensinar as notas e fui lá no Felipe, pra fazer o teste, até hoje não me considero uma baixista, sou só um pessoa simples que gosta de se divertir de vez em quando tocando, voltar a tocar na hey hey hey foi voltar a sentir a sensação novamente de aprender a tocar de novo... porém agora um pouco mais amadurecida!



http://ofundodomundo.blogspot.com/2008/02/hey-hey-hey-metamorfose-em-pvh.html

domingo, 11 de maio de 2008

Letras:

Eu não conheço Você

Letra: Marcos Fonseca
Música e arranjos: Fiorelo Filho, Gabriel Dantas, Neila Azevedo e Marcos Fonseca


Verdade não conheço tanta gente pra ti apresentar
Verdade não conheço tanta coisa pra ti ofertar

Eu não conheço você

Verdade não sabia que os peixes sabiam voar
Verdade não sabia que o tapete sabia nadar

Eu não conheço você

Do karma da marca da barca

Letra: Marcos Fonseca
Música e arranjos: Fiorelo Filho, Gabriel Dantas, Neila Azevedo e Marcos Fonseca


As coisas que eu sempre digo
São as mesmas que eu não repito
Tentar mudar um pouco
Ou dizer não

Eu não consigo

Amestiça, hospício
Verdade, um pouco de vício
Do karma da marca da barca
Do que eu não sou

Eu não consigo


Pequeno Monstro

Letra: Marcos Fonseca
Música e arranjos: Fiorelo Filho, Gabriel Dantas, Neila Azevedo e Marcos Fonseca


Pequeno Monstro
Quantos vai levar?
Pequeno Mosntro
Quantos vai deixar?

Você pode até querer o erradicar
Mas o Pequeno Monstro
Vai se tranformar em mim!

Pequeno Monstro


Brechó

Letra: Marcos Fonseca
Música e arranjos: Fiorelo Filho, Gabriel Dantas, Neila Azevedo e Marcos Fonseca


Tudo que eu queria
Tudo que você não quer
Tudo que eu dizia
Tudo que você disser

Tudo que eu creio
Tudo que você não pode
Tudo que eu preciso
Tudo que você não quer usar

E pensar em dizer:
- E você não vá tentar mudar!

Brechó

Nem tudo que vem de você é barulho

Letra: Fiorelo Filho
Música: Fiorelo Filho
Arranjos: Fiorelo Filho, Gabriel Dantas, Neila Azevedo e Marcos Fonseca


Gosto quando você não disfarça
Avanço o tom e o tempo com descuido
Por quanto tempo você vai esquecer
Que nem tudo que vem de você é barulho

Gosto quando você não disfarça
Avanço o tom e o tempo com descuido
Por quanto tempo você vai se esconder
E deixar por os meus pés no seu mundo

Gosto quando você não disfarça
Avanço o tom e o tempo com descuido
Por quanto tempo você vai esquecer
Que nem tudo que vem de você é barulho

O Expresso

Letra: Marcos Fonseca
Música: Marcos Fonseca
arranjos: Fiorelo Filho, Gabriel Dantas, Neila Azevedo e Marcos Fonseca


Cortei suas asinhas
Para eu poder voar
Mas eram as mesmas minhas
Utensílios do ar

Girássois no fogo
Do inferno de Ninguém
Não queimam nem as praças
E o que eu vou usar?

Do que sei do que nada sei
Do que tanto ouvi
Do que planejei
O que vão falar sobre o que eu não fiz?
O que vão dizer do que não é?

O expresso a vista
A vista pra olhar
A vista pra não ver
Não ver me derrubar

O que sei nada sei
O que tanto ouvi
O que eu planejei
O que foi que eu não fiz
O que vamos fazer
Do que vamos falar
O que vão dizer do que não é

O expresso a vista
A vista pra olhar
A vista pra não ver
Não ver me derrubar


Cubo Mágico

Letra: Marcos Fonseca
Música e arranjos: Fiorelo Filho, Gabriel Dantas, Neila Azevedo e Marcos Fonseca


O tamanho do seu travesseiro
Me encolhe a vista pro banheiro

E os meus relógios não vou desligar
E o meu cubo
Eu não sei montar

O expresso do barulho
Me encolhe a vista pro entulho

Do meu relógio
Não vou desligar
E o meu cubo mágico
Eu não sei montar

E os meus relógios não vou desligar
E o meu cubo
Eu não sei montar

E o meu relógio
Meu cubo mágico
E o meu relógio




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Entrevista - Projeto Beradeiros



Lançamento do novo EP -> PEQUENO MONSTRO
Onde ouvir?
http://www.myspace.com/bandaheyheyhey

Como comprar?
entre em contato com a banda
contatoheyheyhey@hotmail.com

Obs: Toda a arte feita por Fiorelo (Voz, guitarra solo).



Confira a entrevista: